Dr. João Vítor Viana

Coloproctologista

CIRURGIA DE HEMORROIDA

A cirurgia de hemorroida não precisa doer tanto

A hemorroidectomia tem fama de ser uma das cirurgias que mais doem depois. Essa dor tem causas conhecidas — e para cada uma existe uma técnica para resolver.

Se você só tem um minuto

A maior parte dos casos de hemorroida não vai para o centro cirúrgico. Quando vai, a dor no pós-operatório tem motivos conhecidos, e existem técnicas para diminuir essa dor — explicadas aqui embaixo. Em qual grupo você está, quem responde é o exame.

A história que você ouviu é verdadeira

Quase todo mundo conhece alguém que operou há dez, quinze anos e conta até hoje como foi. Essa lembrança é real. O que mudou foi o que se faz antes, durante e depois da cirurgia — e é disso que trata o resto desta página.

Antes de tudo: talvez você não precise operar

A maior parte dos casos melhora com ajuste do intestino, medicação e, quando cabe, um procedimento feito no próprio consultório — a ligadura elástica, um elástico aplicado sem corte e sem internação. Se a sua dúvida é se precisa operar, é essa a pergunta que a consulta responde.

De onde vem a dor — e o que eu faço

A região operada é uma das mais sensíveis do corpo. Mas a dor não vem de um lugar só — vem de dois, e cada um tem o que ser feito a respeito.

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O aperto da musculatura

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A ferida da cirurgia dói.

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O cérebro devolve o aviso para a região em volta.

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A musculatura do ânus responde do único jeito que sabe: apertando.

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Apertada, ela comprime a ferida e chega menos sangue ali. Dói mais.

E recomeça. É um círculo que se alimenta sozinho — e é por isso que a dor aperta justo na hora que todo mundo teme, a de evacuar.

Meu diferencial aqui: conforme a avaliação da força do esfíncter, pode ser indicada a aplicação de toxina botulínica no pré-operatório, para relaxar essa musculatura.

Uso também, durante a cirurgia e por todo o pós-operatório, uma pomada de formulação própria, desenvolvida com substâncias que comprovadamente melhoram a cicatrização e reduzem a dor, além de ajudar a relaxar a musculatura.

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O calor do bisturi

O bisturi elétrico corta e estanca o sangramento pelo calor, e parte desse calor se espalha para o tecido vizinho ao corte.

Meu diferencial aqui: trabalho com instrumentos de menor dissipação de calor ao redor do corte — o bisturi de radiofrequência e o laser de CO₂. Isso é definido na consulta, de acordo com a necessidade de cada paciente.

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O bloqueio do nervo pudendo

As duas coisas acima atacam a origem da dor. Existe uma terceira: bloquear o próprio nervo que leva a dor daquela região até o cérebro, justamente nos primeiros dias, que costumam ser os piores.

Meu diferencial aqui: com a ajuda de um neuroestimulador e uma agulha fina, encontro exatamente onde está o nervo pudendo — o responsável pela sensibilidade da região operada — e aplico o anestésico diretamente sobre ele, ainda dentro da cirurgia. Esse bloqueio cobre os primeiros dias após a cirurgia, e a duração varia de pessoa para pessoa.

Eu vou sentir?

Não: é aplicado com você já anestesiado, dentro da cirurgia.

E quando o efeito passa?

O pico de dor e de inflamação já passou, e os remédios de horário marcado já estão fazendo efeito. Um emenda no outro.

E se não funcionar?

A analgesia da receita continua valendo igual. O bloqueio soma, não substitui.

Na hemorroidectomia que eu faço, o bloqueio é parte da rotina de analgesia. Não é possível garantir ausência de dor.

O plano contra a dor, em três tempos

1

Pré-operatório

Na consulta, o exame define se há indicação de cirurgia, qual técnica cabe no seu caso e como será o controle da dor. Quando indicado, o pré-operatório já inclui a toxina botulínica.

2

Durante a cirurgia

O bloqueio do nervo pudendo e a conduta contra o aperto da musculatura entram nesse momento — e não depois, quando a dor já se instalou.

3

Pós-operatório

Você sai com o plano de analgesia por escrito: o que tomar e em que horário, sem depender de adivinhar.

O remédio é tomado em horário marcado, sem esperar a dor apertar para tomar. Por isso a receita já sai com os horários escritos.

Quem vai te operar

Dr. João Vítor Viana

João Vítor Viana

MÉDICO: CRM-PB 12831

Coloproctologista: RQE-PB 9819

Cirurgião Geral: RQE-PB 8740

Quer entender a fundo? Tipos, graus e diagnóstico

Internas e externas

As internas ficam dentro do canal anal: em geral não doem, mas sangram e podem sair ao evacuar. As externas ficam na borda do ânus, cobertas por pele sensível — quando formam coágulo (trombose), costumam doer bastante.

Os quatro graus

  • Grau I — não saem do canal anal. Costumam dar sangramento.
  • Grau II — saem ao evacuar e voltam sozinhas.
  • Grau III — saem ao evacuar e só voltam empurradas com o dedo.
  • Grau IV — ficam para fora e não voltam mais.

O grau é um dos critérios da indicação, não o único. Graus I e II costumam responder bem a tratamento clínico e a procedimentos de consultório. Duas pessoas com o mesmo grau podem receber condutas diferentes, e isso não é contradição — é medicina.

Como é o diagnóstico

  • Conversa sobre os sintomas e o hábito intestinal
  • Inspeção e exame da região anal
  • Anuscopia — um exame rápido que olha o canal anal por dentro
  • Colonoscopia, quando há indicação

Este conteúdo é informativo e não substitui a avaliação médica individual.

A consulta responde o que a internet não responde

Se você precisa operar, qual técnica cabe no seu caso e como será o controle da dor — nada disso se resolve lendo. Traga suas dúvidas anotadas.

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