Dr. João Vítor Viana

Coloproctologista

FISSURA ANALA fissura anal dói muito, mas o tratamento quase sempre começa sem cirurgia

A ferida tem poucos milímetros e a dor não combina com o tamanho dela: o que a mantém aberta é o aperto da musculatura ali. É nesse aperto que o tratamento mexe primeiro — a cirurgia é a última carta da fila.

Se você só tem um minuto

A fissura é uma ferida pequena no canal anal, e a dor dela não combina com o tamanho: ela se mantém aberta porque a musculatura da região aperta e chega pouco sangue ali. Existe o que fazer contra os dois lados disso, e na maior parte das vezes começa sem cirurgia. Qual é o seu caso, quem responde é o exame.

Você já está adiando o banheiro

Dói na hora de evacuar, como se cortasse, e continua doendo depois — às vezes por horas, sem posição boa para sentar. Aí vem o sangue vivo no papel, e a próxima ida ao banheiro vira algo que se empurra para amanhã.

Adiar é a reação natural. É também o que endurece as fezes e faz doer mais na vez seguinte.

Por que ela não sara sozinha

O tamanho da ferida não explica essa dor toda. O que explica é o círculo em que ela entra.

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Evacuar abre a ferida. Dói na hora, e continua doendo depois.

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A musculatura do ânus reage do único jeito que sabe: apertando.

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Apertada, ela comprime os vasos dali e chega menos sangue na ferida.

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Com pouco sangue chegando, o corte não fecha. Amanhã ele abre de novo.

E recomeça. Enquanto a musculatura seguir apertada, a ferida não tem como cicatrizar — e a fissura se arrasta por semanas.

O que eu faço para quebrar esse círculo

Eu mexo nos dois lados dele: parar de reabrir a ferida todo dia e fazer a musculatura soltar. Na maior parte das vezes isso começa sem cirurgia.

Tirar a dor e amolecer as fezes

Fibra, água e, quando é preciso, laxante — para a ferida deixar de ser reaberta todo dia. Banho de assento morno e pomada aliviam enquanto isso.

Toxina botulínica

Eu aplico no próprio músculo que aperta, para mantê-lo relaxado por algumas semanas — tempo em que o sangue volta à ferida e ela tem chance de cicatrizar. A indicação é caso a caso.

Cirurgia

Quando a ferida já é antiga e o aperto não cede, eu solto parcialmente esse músculo — a esfincterotomia — para a pressão baixar. É a última carta da fila, não a primeira.

Quem vai te operar

João Vítor Viana, médico coloproctologista em João Pessoa

João Vítor Viana

MÉDICO: CRM-PB 12831

Coloproctologista: RQE-PB 9819

Cirurgião Geral: RQE-PB 8740

Na fissura eu trato na fase aguda e na crônica: medidas para relaxar a musculatura, bloqueio com toxina botulínica e, quando é o caso, cirurgia.

Quer entender a fundo? Tipos, causas e diagnóstico

O que é, em termos técnicos

Ferida na mucosa que reveste o canal anal (CID K60.2), uma das causas mais comuns de dor anal intensa. O aumento da pressão do esfíncter interno é o que a mantém aberta.

Aguda e crônica

Fissura aguda

Ferida recente, de bordas regulares. Em geral é onde o tratamento clínico é tentado primeiro.

Fissura crônica

Passou de seis semanas, com bordas endurecidas e uma pele extra na região (o plicoma). É a que mais costuma chegar à cirurgia.

Principais causas

  • Constipação e fezes endurecidas
  • Diarreia frequente
  • Doença de Crohn
  • Trauma anal
  • Aumento da pressão do esfíncter anal
  • Infecções sexualmente transmissíveis

Diagnóstico

Na maioria das vezes sai da inspeção da região, sem exame por dentro. Com dor intensa, o toque fica para depois de aliviar a dor.

Perguntas Frequentes sobre Fissura Anal

Em que fase está a sua fissura

Na consulta eu examino a região, vejo em que fase ela está e qual caminho cabe no seu caso. Traga suas dúvidas anotadas.

Posso ajudar?